
As pernas que indiferentemente cruzam caminhos já conhecidos,
levam esse mesmo corpo a questionar diversas vezes o sentido de... o que é mesmo que estamos vivendo?
Sem muito esforço a própria realidade dá-me um tapa na cara resgatando num instante a consciência que visitara pensamentos distantes.
O que tenho eu feito da vida?
A não ser empurrar com desdenho e sem indagações tudo o que atravessa meu caminho?
A não ser ouvir sempre calado que fui " o que não nasceu para isso?"
Espero ligações que nunca acontecem...
Só para ouvir do outro lado a saudade que incomoda e que um simples passeio durante a madrugada a faria feliz.
E quem seria ela?
O silêncio invade a minha resposta...
Ouço por entre as ruas o convite da minha sempre louca amante...
Senhora liberdade para onde iremos essa noite?
Calada ela apenas sorri e me abraça...
Fernando Resende
"O que eu tenho feito na vida ?"
ResponderExcluirsempre a pergunta
Você escreve muito bem.
"A vida é mais interessante quando se é pássaro, e não paisagem. Ator e não expectador."
ResponderExcluirAo invéz de esperar que a 'Liberdade' te ligue, disque o número dela!
Beijo, Ninão.
Mel
saudades
ResponderExcluira liberdade perdeu meu número de telefone
"Tais indagações ocorrem somente no coração e na mente daquele que é extremamente livre, a ponto de não se acomodar nunca, pois sempre está em busca do raro"
ResponderExcluirSaudades amigo!
Beijos
Essa expectativa é mesmo dilacerante, o que não a impede de ser linda... paralelamente.
ResponderExcluirGostei do seu blog!
Não estava conseguindo deixar coments ontem.
Abraços.
"Senhora liberdade para onde iremos essa noite?
ResponderExcluirCalada ela apenas sorri e me abraça..."
Ela se abraça com a vontade do doce nada.
É lindo aqui, lindo vc.
:o)
Qual o sentido da vida? Acho que essa é uma das perguntas que a humanidade não deveria fazer.
ResponderExcluirCada um dá a si o sentido que espera. Nesse caso, a liberdade seria uma boa pedida.
Microabraço.