segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tempo




Tenho corrido do tempo
Mas ele sempre me alcança e as vezes me cansa.
Tenho tentado enganar as horas, os minutos e os segundos.
Mas na verdade eles brincam de se esconder.


E quando eu os acho...

O dia me atropela e a noite me carrega.


Fernando Resende


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Coração de poeta


E espero que o amanhã amanheça logo, para que eu possa tentar tudo outra vez. Por fim um adeus, ou até mesmo um tchau pois tanto eu como as idéias do amor sabemos que amanhã nos encontraremos de novo. E como uma mãe se despede de um filho desejo uma “boa noite idéia do amor” e ela me responde: -Boa noite coração do poeta.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Minhas idéias


É engraçado como tenho debatido loucuras...

Encontrando diariamente momentos vagos, ou melhor, tornando o tempo ineficaz em aprendizado, num tempo glorioso de prazeres aproveitados...

O passado que me prendia em promessas futuras já não habita os sentimentos dessas mãos que relatam o presente vivido...

Vivido e bem quisto...?

As minhas idéias de sentar em praças e bem dizer meus pensamentos...
As minhas idéias de abraçar as diferenças vindas de diversos caminhos...
As minhas idéias de trocar lindas manhãs por tropeços boêmios aos luares na selva de pedras...
As minhas idéias de gritar o que vejo, o que sinto e o que vivo...

Não foram suficientes para apaixonar o exército de conquistas...

E seguindo o silêncio em minha companhia, trilhei caminhos desconhecidos...
Usei o corpo cansado da batalha utópica para fazer vontades virarem verdades...
Perdi Amores...
Perdi escolhas que trariam status sociais.


Rindo descaradamente da vida, cri em coisas que jamais compartilhei...
Vivendo enfurecidamente a essência da simplicidade, construí a solidão necessária para atingir um equilíbrio emocional...
Destruí sentimentos que pareciam durar a vida toda...
Derramei lágrimas incansavelmente...

E ao sentir o gosto salgado decorrente de diversos fatos errôneos, mesquinhos e vulgares...
Deitei pra trás a genuidade com a qual conduzi comportamentos falhos...


E hoje não há nada que eu não admire por ser genuinamente belo...
Não há nada que eu não admire por encarar-me no fundo dos olhos e decifrar num simples sorriso, a vida que me convida para o mundo...


Fernando Resende

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O equilibrista



Tocávamos clarinete na corda bamba
subíamos às altas torres do Egito
passeávamos de pára-quedas no sol sem fim dos dias de fogo
subíamos à capota do avião por cima das nuvens
recitávamos poemas à lua tocando nela.


Andávamos nos parapeitos dos edifícios de um pé só na balaustrada dos abismos
não caíamos dos fios metálicos do circo andando de cabeça para baixo
nem do alto da torre Eiffel correndo sonâmbulo.


Só na vida é que não nos equilibrávamos.


Francisco Bandeira de Mello

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Utopia que me faz caminhar




Quando vejo seus olhos mirando um horizonte recheado de sonhos utópicos...
Quando vejo sua máscara de combate refletida num nariz vermelho...
Quando vejo a transparência da essência transmitida num sorriso singelo de coragem e resistência...


Estendo minhas mãos para entregar-te o meu mais sincero pedido...


Seguiremos juntos nessa estrada de esperanças?



Fernando Resende

domingo, 27 de setembro de 2009

Aprender a desaprender




Um dia me perguntaram...
Por onde andariam minhas palavras?
O silêncio respondeu-me sem exitação e cansado pus-me a caminhar com o objetivo de reencontrá-las.

Como num jogo onde os pensamentos refletem as atitudes mais inusitadas, libertei-me por mais uma vez dos padrões que havia eu, empurrado goela abaixo.

Calma...não devo logo lhes dizer sobre esse recomeço...
Aliás, reencontrar qualquer tipo de sonho ultrapassa os limites das minhas verdades atuais.
Mas como posso eu afirmar sobre verdades se nem ao menos a encontro nos olhos do convívio humano?
E ao frustrar-me desaprendi a deixar de sair dos meus mais sinceros dizeres o EU TE AMO sempre tão sutil.

Fernando Resende