
As pernas que indiferentemente cruzam caminhos já conhecidos,
levam esse mesmo corpo a questionar diversas vezes o sentido de... o que é mesmo que estamos vivendo?
Sem muito esforço a própria realidade dá-me um tapa na cara resgatando num instante a consciência que visitara pensamentos distantes.
O que tenho eu feito da vida?
A não ser empurrar com desdenho e sem indagações tudo o que atravessa meu caminho?
A não ser ouvir sempre calado que fui " o que não nasceu para isso?"
Espero ligações que nunca acontecem...
Só para ouvir do outro lado a saudade que incomoda e que um simples passeio durante a madrugada a faria feliz.
E quem seria ela?
O silêncio invade a minha resposta...
Ouço por entre as ruas o convite da minha sempre louca amante...
Senhora liberdade para onde iremos essa noite?
Calada ela apenas sorri e me abraça...
Fernando Resende







