quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Procura-se

Olá para todos que, frequentemente, reservam alguns minutos para ler textos e poesias aqui postados.

Vendo o constante crescimento dos seguidores resolvi fazer algumas mudanças e decidi começar a interagir com os leitores. Não apenas jogar meus textos como se fosse algo sempre automatizado entendem? Quero poder ter algum contato com cada pessoa que se interessa pelo Blog.



Podem Aguardar Mudanças...

Procura-se Político Honesto: http://gulp.com.br/404.html










Eu grito para todos vocês...Sim...
Para cada um de vocês...

Olhem o mundo ao seu redor...
É realmente isso que desejam compartilhar?
São essas pessoas que vocês, brasileiros persistentes, querem promover com o poder?
São esses homens, em grande parte, abençoados com um histórico escolar invejável, que todos vocês realmente querem seguir?
São essas eternas promessas de melhorias falsas que, exaustivamente, vocês esperam concretizar?
São esses aliados do descaso, “ingênuos” propulsores dos índices violentos de uma cidade grande....
Criadores seculares da desordem e desigualdade que, insistentemente, vocês, todos vocês, querem eleger?

Quantas famílias colecionam perdas com doenças?
Quantos jovens se engrandecem por não freqüentar as escolas sucateadas e assim se rendem ao mundo criminal?
Quantos, de todos vocês, são impedidos de seguirem caminhos de glórias porque a falta de oportunidades bate a sua porta?

Me deixem gritar as verdades para o mundo...
E se os gritos não forem o suficiente...
Deixem que minhas palavras de inconformismo tenham livre acesso...
Estou farto do rodízio de homens babacas que pregam e constroem esperanças no povo careta...

Sim...
Seja bem vinda culpa...
Culpas essas que concordam com frasezinhas banais do tipo: “O povo brasileiro não desiste nunca”
Quanta merda todos vocês insistem empurrar consciência abaixo não?
Vocês não desistem do que?
De serem cúmplices, a cada quatro longos anos, dos roubos de seus próprios esforços?

TOLOS...
Cada um de vocês...
Compactuam de forma barata, toda essa patifaria nojenta em que se vêem afundando a cada dia....

BRASIL DO FUTURO?
ONDE?
QUANDO?
NUNCA...

Me pedem para escolher o melhor...
Indiferentemente respondo...Existe coisa melhor do que o meu não?
Existe coisa melhor do que, a minha consciência cansada, vomitar um não em cada poder político?
Existe melhor aprendizado do que o despertar crítico e realista?

Foi conhecendo a política que me tornei apolítico...
Foi conhecendo as sujeiras do submundo corrupto que me tornei incapaz de aceitar...
Foi conhecendo a rua, a fome e a necessidade que fui me tornando propagador da mudança desejada...
Foi num mundo alienado pela mídia massificadora que me tornei incomodante...
Incomodo como, aquela pedrinha no sapato, que insiste tirar a paciência de qualquer ser humano digno de limites...
Foi observando o caminhar rotineiro, de qualquer vida acomodada, que me tornei libertário...
Foi lendo que me tornei íntimo das palavras críticas e construtivas...
Foi trabalhando muito e ganhando pouco que descobri respeitar qualquer classe social
Foi convivendo com o preconceito doentio que joguei-o para o alto e dei valores aos sentimentos humanitários
Foi o silêncio armazenado que me fez gritar...

Mesmo que esses gritos inquietantes...
Sejam traduzidos em palavras...


Idéias são à prova de balas!!!

Fernando Resende

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Senhora Liberdade


As pernas que indiferentemente cruzam caminhos já conhecidos,
levam esse mesmo corpo a questionar diversas vezes o sentido de... o que é mesmo que estamos vivendo?

Sem muito esforço a própria realidade dá-me um tapa na cara resgatando num instante a consciência que visitara pensamentos distantes.

O que tenho eu feito da vida?

A não ser empurrar com desdenho e sem indagações tudo o que atravessa meu caminho?
A não ser ouvir sempre calado que fui " o que não nasceu para isso?"

Espero ligações que nunca acontecem...
Só para ouvir do outro lado a saudade que incomoda e que um simples passeio durante a madrugada a faria feliz.

E quem seria ela?
O silêncio invade a minha resposta...

Ouço por entre as ruas o convite da minha sempre louca amante...
Senhora liberdade para onde iremos essa noite?

Calada ela apenas sorri e me abraça...

Fernando Resende

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Terrorismo Poético



A distância entre a vontade do querer e a possibilidade de tornar todos os desejos dignos da verdade, perdeu o rumo através de infinitos passos errados.

Eu, que já nem sei nada sobre minhas próprias verdades...
Vivo na eterna mentira em que todos se entregaram...
Expurgo palavras que ferem...
Manipulo pensamentos no anonimato...
Me perco dentro dessa ilusão enraizada...
Visto máscaras que escondem identidades...

Seqüestro pessoas e as faço felizes...
Entro em apartamentos e distribuo rosas...
Deixo mensagens nos muros que trazem cores mortas...
E ao mesmo tempo em que fui incluso nessa falsa vivência material...
Trago em mim todos os sonhos do mundo.

Fernando Resende

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tempo




Tenho corrido do tempo
Mas ele sempre me alcança e as vezes me cansa.
Tenho tentado enganar as horas, os minutos e os segundos.
Mas na verdade eles brincam de se esconder.


E quando eu os acho...

O dia me atropela e a noite me carrega.


Fernando Resende


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Coração de poeta


E espero que o amanhã amanheça logo, para que eu possa tentar tudo outra vez. Por fim um adeus, ou até mesmo um tchau pois tanto eu como as idéias do amor sabemos que amanhã nos encontraremos de novo. E como uma mãe se despede de um filho desejo uma “boa noite idéia do amor” e ela me responde: -Boa noite coração do poeta.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Minhas idéias


É engraçado como tenho debatido loucuras...

Encontrando diariamente momentos vagos, ou melhor, tornando o tempo ineficaz em aprendizado, num tempo glorioso de prazeres aproveitados...

O passado que me prendia em promessas futuras já não habita os sentimentos dessas mãos que relatam o presente vivido...

Vivido e bem quisto...?

As minhas idéias de sentar em praças e bem dizer meus pensamentos...
As minhas idéias de abraçar as diferenças vindas de diversos caminhos...
As minhas idéias de trocar lindas manhãs por tropeços boêmios aos luares na selva de pedras...
As minhas idéias de gritar o que vejo, o que sinto e o que vivo...

Não foram suficientes para apaixonar o exército de conquistas...

E seguindo o silêncio em minha companhia, trilhei caminhos desconhecidos...
Usei o corpo cansado da batalha utópica para fazer vontades virarem verdades...
Perdi Amores...
Perdi escolhas que trariam status sociais.


Rindo descaradamente da vida, cri em coisas que jamais compartilhei...
Vivendo enfurecidamente a essência da simplicidade, construí a solidão necessária para atingir um equilíbrio emocional...
Destruí sentimentos que pareciam durar a vida toda...
Derramei lágrimas incansavelmente...

E ao sentir o gosto salgado decorrente de diversos fatos errôneos, mesquinhos e vulgares...
Deitei pra trás a genuidade com a qual conduzi comportamentos falhos...


E hoje não há nada que eu não admire por ser genuinamente belo...
Não há nada que eu não admire por encarar-me no fundo dos olhos e decifrar num simples sorriso, a vida que me convida para o mundo...


Fernando Resende

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O equilibrista



Tocávamos clarinete na corda bamba
subíamos às altas torres do Egito
passeávamos de pára-quedas no sol sem fim dos dias de fogo
subíamos à capota do avião por cima das nuvens
recitávamos poemas à lua tocando nela.


Andávamos nos parapeitos dos edifícios de um pé só na balaustrada dos abismos
não caíamos dos fios metálicos do circo andando de cabeça para baixo
nem do alto da torre Eiffel correndo sonâmbulo.


Só na vida é que não nos equilibrávamos.


Francisco Bandeira de Mello